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Na madrugada do 25 de Abril de 1974, a Fábrica de Braço de Prata deu o primeiro sinal dos novos tempos. Centenas de populares concentraram-se em frente dos portões solicitando a entrega de armas para poderem juntar-se às forças do movimento dos capitães no Terreiro do Paço. O que começara como um golpe militar transformou-se numa revolução popular. As armas que foram entregues aos populares na Fábrica do Braço de Prata não tinham munições. Alguém se lembrou de colocar então cravos nos canos dessas G3. E assim nasceu o símbolo de uma revolução sem sangue. Hoje a Fábrica, como Centro Cultural Independente,  conserva a força desse  símbolo. No lugar onde se fabricavam armas, temos hoje livros, concertos, exposições, feiras culturais, conferências, bailes. E todo este imenso mundo é expressão da iniciativa de uma comunidade autónoma que nunca recebeu qualquer subsídio e que lutou durante quase 20 anos para que a sua legalidade fosse reconhecida pela Câmara de Lisboa.

 

Por isso a Fábrica do Braço de Prata é hoje, 52 anos depois do 25 de Abril de 1974, a realidade que melhor manifesta esse acontecimento fundacional. No nosso programa de celebração destacamos, no dia 24 de Abril, a conversa com a grande jornalista Alexandra Lucas Coelho sobre três livros recentes que trazem visões cruas das suas experiência de reportagem no Líbano ocupado por Israel, na Praça Tahrir no Egipto durante a revolução que conduziu à demissão de Mubarak, e na Faixa de Gaza antes e durante o genocídio praticado pelo exército de Israel. No dia 25 de Abril, iremos ter uma Conferência e Recital de Poesia com o tema ''Voces da liberdade'', que traz representantes de cada país dos PALOPS e ainda microfone aberto com o tema ''Censura e colonização nunca mais''. Na noite do 25 de Abril teremos um grande concerto com a Maria João, a voz que nos traz os principais movimentos musicais dos últimos anos. Também, a Primavera dos Coros, que reúne os coros e adufes da cidade de Lisboa, terá continuidade na Fábrica na tenda exterior, com distribuição de caldo verde para todos. Além disso, iremos ter uma jam liderada por músicos da diáspora integrantes da Banda Lulendo, onde todos poderão se juntar. Mas teremos ainda a sessão de escuta do mais recente álbum da dupla lusobrasileira 'Bandua' e 7 DJ's espalhados em todas as salas da Fábrica.

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